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Lusofonia

Meninos do Huambo

"Meninos do Huambo" é uma canção emblemática da música popular angolana, composta por Ruy Mingas com letra do poeta angolano Manuel Rui. Através de uma linguagem poética, descreve crianças que, apesar das adversidades, encontram motivos para sorrir e sonhar, propondo uma reflexão sobre temas como inocência, esperança e aprendizagem na procura pela liberdade. Elementos simbólicos como a fogueira representam comunidade e aprendizagem, enquanto as "lições sobre sonho e verdade" e o "custo da liberdade" são metáforas para o processo de consciencialização política e social.

Ouvir

 

"Meninos do Huambo" é uma canção composta por Ruy Mingas com letra do poeta angolano Manuel Rui que foi originalmente gravada por Paulo de Carvalho em 1985 e posteriormente pelo próprio Ruy Mingas em 2011 no álbum "Memória". Ao longo dos tempos transformou-se  num importante elemento cultural que liga o passado ao presente, promovendo reflexões sobre identidade, história e as relações entre Portugal e Angola. 

 

A versão que produzimos para o Cantar Mais é uma adaptação das duas versões mais conhecidas, inspirando-se nos ritmos da versão de Ruy Mingas e na letra da versão de Paulo de Carvalho

 

Dentro da canção...

 

Para ajudar a ouvir e a entender melhor os sons dos instrumentos que tocam neste arranjo, "desmontámos" a canção. Neste primeiro grupo, incluímos instrumentos de percussão. Uns pertencem ao grupo dos membranofones, onde incluímos os bongós, as congas ou o djambé. Outros pertencem ao grupo dos idiofones, como os pratos, as maracas ou o reco-reco.
Será que, depois de ouvir, consegues descobrir por que se chamam Membranofones e Idiofones? Este vídeo pode ajudar a descobrir as respostas, fica o desafio. 

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Perc. Tutti
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Membranofones
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Idiofones

No segundo grupo incluímos instrumentos de corda, a que chamamos cordofones: o baixo elétrico, a guitarra e o piano. Mas por que será que incluímos o piano neste grupo? Descobre aqui

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Cordas Tutti
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Baixo
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Piano
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Guitarra

Fazer

 

Esta canção faz parte do imaginário de ambos os povos: portugueses e angolanos cantam de memória o refrão tornado popular por Paulo de Carvalho, com influência do fado, e Ruy Mingas, com influência dos ritmos afro-latinos. Tradicionalmente, as estrofes são cantadas por um solista e o refrão por todos. 

 

As estrofes podem ser cantadas de forma mais livre. Os ritmos e a melodia escritas na partitura podem ser interpretados Ad libitum [ad. lib.], como no fado, que é uma expressão que significa "à vontade", "a bel-prazer", mas mantendo a estrutura das frases. Já o refrão, deverá ser cantado da mesma forma por todos, como se de um coro se tratasse. 

 

Para aprender as estrofes sugerimos que se faça passo a passo.

 

  • Primeiro, dizer a letra livremente e tentar memorizar os versos;
  • Dizer a letra procurando que a sílabas assinaladas correpondam ao tempo forte;
  • Dizer a letra juntamente com o exemplo audio para verificar o passo anterior;
  • Repetir as vezes necessárias e apropriar-se da melodia aos poucos até estar consolidada;
  • Ensaiar com a versão Voz e acomp.;
  • Cantar com a versão  Acompanhamento.

 

Estrofes 1 e 2

 

Com fios feitos de lágrimas passadas

Os meninos do Huambo fazem alegria

Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas

E no céu descobrem estrelas de magia

 

Com os bios de dizer nova poesia

Soletram as estrelas como letras

E vão juntando no céu como pedrinhas

Estrelas letras para fazer novas palavras

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Estrofes 1 e 2

Estrofes 3 e 4

 

Com os sorrisos mais lindos do planalto

Fazem continhas engraçadas de somar

Somam beijos com flores e com suor

E subtraem manhã cedo por luar

 

Dividem a chuva miudinha pelo milho

Multiplicam o vento pelo mar

Soltam ao céu as estrelas já escritas

Constelações que brilham sempre sem parar

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Estrofes 3 e 4

Estrofes 5 e 6

 

Palavras sempre novas, sempre novas

Palavras deste tempo sempre novo

Porque os meninos inventaram coisas novas

E até já dizem que as estrelas são do povo

 

Assim contentes à voltinha da fogueira

Juntam palavras deste tempo sempre novo

Porque os meninos inventaram coisas novas

E até já dizem que as estrelas são do povo

,
Estrofes 5 e 6
Ficha da canção
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Pauta
Letra

Meninos do Huambo

 

Com fios feitos de lágrimas passadas

Os meninos do Huambo fazem alegria

Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas

E no céu descobrem estrelas de magia

 

Com os lábios de dizer nova poesia

Soletram as estrelas como letras

E vão juntando no céu como pedrinhas

Estrelas letras para fazer novas palavras

 

Os meninos à volta da fogueira

Vão aprender coisas de sonho e de verdade

Vão aprender como se ganha uma bandeira

Vão saber o que custou a liberdade

 

Com os sorrisos mais lindos do planalto

Fazem continhas engraçadas de somar

Somam beijos com flores e com suor

E subtraem manhã cedo por luar

 

Dividem a chuva miudinha pelo milho

Multiplicam o vento pelo mar

Soltam ao céu as estrelas já escritas

Constelações que brilham sempre sem parar

 

   [Refrão]

 

Palavras sempre novas, sempre novas

Palavras deste tempo sempre novo

Porque os meninos inventaram coisas novas

E até já dizem que as estrelas são do povo

 

Assim contentes à voltinha da fogueira

Juntam palavras deste tempo sempre novo

Porque os meninos inventaram coisas novas

E até já dizem que as estrelas são do povo

 

   [Refrão]

 

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