Esta canção foi criada no contexto da proclamação da independência de Angola e o título remete-nos para a província do Huambo. A sua letra provém da obra "11 Poemas em Novembro", publicada em 1976 pela União dos Escritores Angolanos e tornou-se uma das mais famosas e aclamadas do país.
A Província do Huambo foi fundada em 1910, primeiramente conhecida como “Distrito do Huambo”, até 1928. Após este período passou a chamar-se “Nova Lisboa”. Só após a independência, em 1975, a Província adotou a sua designação atual: Huambo. A cidade de Huambo foi fundada por Norton de Matos, sendo que o nome foi posteriormente alterado para “Nova Lisboa” por Vicente Ferreira. A palavra Huambo deriva de "Wambo Kalunga", nome do fundador do Reino do Huambo.
A província do Huambo está localizada no centro sul de Angola e a capital é a Cidade de Huambo. A maior parte da população pertence ao grupo étnico Ovimbundo.
A centralidade da sua localização converteu esta cidade num importante centro ferroviário para a linha de Benguela, que trazia cobre desde a Republica Democrática do Congo e da Zâmbia até ao porto do Lobito para exportação. [Saber + ]
Angola é um país com uma costa atlântica de 1.650 km e uma variedade de ecossistemas, desde as florestas tropicais até às savanas e desertos, abrigando uma rica biodiversidade. A floresta do Maiombe, por exemplo, é o lar de espécies raras, como gorilas e chimpanzés, enquanto o deserto do Namibe é famoso pela planta Welwitschia Mirabilis. Angola possui uma fauna impressionante, com espécies como a palanca negra gigante e uma avifauna com mais de 900 espécies. Destaques turísticos incluem as Quedas de Kalandula, o Miradouro da Lua ou as Pedras Negras de Pungo que atraem visitantes de todo o mundo com sua beleza natural única. Neste vídeo, podemos ver algumas imagens representativas da sua extrema diversidade e beleza natural.
Com fios feitos de lágrimas passadas
Os meninos do Huambo fazem alegria
Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas
E no céu descobrem estrelas de magia
Com os lábios de dizer nova poesia
Soletram as estrelas como letras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
Com os sorrisos mais lindos do planalto
Fazem continhas engraçadas de somar
Somam beijos com flores e com suor
E subtraem manhã cedo por luar
Dividem a chuva miudinha pelo milho
Multiplicam o vento pelo mar
Soltam ao céu as estrelas já escritas
Constelações que brilham sempre sem parar
[Refrão]
Palavras sempre novas, sempre novas
Palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo
Assim contentes à voltinha da fogueira
Juntam palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo
[Refrão]